Meu niver


Liguei o dane-se!
Faço hoje (12/01) 55 anos. Há algum tempo parei de sofrer por causa dos problemas de filhos e marido, parei de me preocupar muito se a casa esta limpa, se a roupa está bem passada e coisas do gênero... Quero que todos sejam felizes, inclusive eu!
A vida é um fluxo que precisamos acompanhar, quanto menos a gente resistir, mais fácil será.
Embora possa parecer uma pessoa calma e tranqüila, sou muito inquieta (para não dizer impaciente...) e adoro mudanças. Parece que são o combustível que me leva adiante. Preciso sentir a renovação e novos desafios. Já fiz grandes mudanças na minha vida, desde adolescente.

Até os 55 anos, me dizia um amigo, a gente vai emitindo promissórias. A partir daí é hora de começar a pagar.
Fazer 55 anos é passar da reta a curva.
Fazer 55 anos é passar da quantidade à qualidade.
Cinquentona e com orgulho.Temos duas opções: ver a passagem do tempo com dureza ou bom humor. O tempo não está nem um pouco pra brincadeira. Um dia, de repente, acordei com 55 anos. E agora? E a crise dos 55? Sei lá! Não tô com muito tempo pra pensar nisso porque ainda quero fazer milhares de coisas nos meus próximos 14.500 dias na Terra. É isso mesmo! Quero entrar enfiando o pé na jaca. Não dá pra perder tempo pensando: "Meu cabelo tá mais branco, tô ficando com linha de expressão ao redor da boca como aquele chinês do Kill Bill 2 ; ai, o que eu fiz dos 55 anos que se passaram?". Eu vivi, caramba! Viajei, namorei, trabalhei, ganhei no bingo, fiz amizades, comprei uma jóia, perdi a jóia, cantei em casa, casei, mudei de casa, tirei foto preto e branco, dormi até tarde, vi vários filmes, ajudei gente, li bastante, sonhei com maremoto, dei flores pra minha mãe, comi muito brigadeiro, tomei banho de chuva com a neta... Agora é bola pra frente! Gosto muito da frase que o Raul Cortez falou quando perguntaram a ele sobre envelhecer: "Talvez eu faça plástica do pescoço para baixo, mas nunca no rosto. Não quero perder as lembranças da minha vida". É lindo, né? Mas a gente sabe que envelhecer não é um tema fácil. E por que não? Talvez porque um país como o Brasil só valorize os jovens. Talvez porque uma mulher mais velha tenha pavor de perder seu companheiro pra uma de vinte e poucos. Talvez porque tenhamos medo de ficar doentes e dependentes dos outros (inevitável!). Talvez porque vá nos aproximando mais da morte (inevitável também). Mas o que fazer para não transformar o passar dos anos num processo doloroso? Trabalhar mais o espírito é uma boa saída. Investir na saúde é outra. Cultivar amigos leais e divertidos. Se espelhar em mulheres maravilhosas . Texto adaptado extraido da revista UMA , por GISELA RAO

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